sábado, março 28, 2026

PENSAR CRITICAMENTE, EIS UMA CONDIÇÃO DO HUMANO

A CRÍTICA mostra-nos como pensamos. Não se trata de um “saber-fazer” vantajoso, mergulhado numa esperteza enraizada. A CRÍTICA não dispensa o conhecimento, a realidade e o poder; antes os convoca, interrogando-os nas suas raízes, muitas vezes desprovidas de fundamento e comprovação. Implica, assim, uma atitude de envolvimento mais exigente, capaz de conferir, analisar e agir de forma consistente.

A CRÍTICA é um exercício ativo, uma ação que se opõe à passividade ou a movimentos que não têm origem na vontade ou na força do sujeito. Exige, com frequência, uma transformação do próprio pensamento, alterando a forma de dar sentido à vida, a si mesmo, bem como de estruturar referências e orientações. Trata-se de uma mudança que impulsiona mediações, abrindo caminho a possíveis reconfigurações e renovações do pensar.

Importa reconhecer que a DIMENSÃO CRÍTICA ganha relevância ao tornar-se decisiva na integridade do conjunto. Não se procuram opiniões secundárias ou decorativas, mas elementos essenciais para a formação, compreensão e retificação do saber. Trata-se de um processo contínuo, que deve ser reconhecido como uma condição constitutiva do humano.

A CRÍTICA não se reduz ao confronto de opiniões - diferentes pontos de vista, ideias ou argumentos - nem se esgota na sua troca. Ela revela-se também na produção de inteligibilidade, isto é, em processos intelectuais e interpretativos, tanto por parte de quem produz um texto, uma teoria ou um conhecimento, quanto por parte de quem os interpreta.

A CRÍTICA decorre de um modo de pensar a permanente produção de sentidos, bem como da análise e desconstrução que atravessam o viver. Defende-se, assim, a integração do PENSAMENTO CRÍTICO como uma postura proativa e constante - contínua e vigilante - e não como um entendimento transitório ou meramente conclusivo. Pensar não basta, a EXIGÊNCIA DA CRÍTICA ajuda. Sejamos, então, uns pacientes teimosos nesta vital condição do humano. 

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