A CRÍTICA mostra-nos como pensamos. Não se trata de um
“saber-fazer” vantajoso, mergulhado numa esperteza enraizada. A CRÍTICA não
dispensa o conhecimento, a realidade e o poder; antes os convoca,
interrogando-os nas suas raízes, muitas vezes desprovidas de fundamento e
comprovação. Implica, assim, uma atitude de envolvimento mais exigente, capaz
de conferir, analisar e agir de forma consistente.
A CRÍTICA é um exercício ativo, uma ação que se opõe à
passividade ou a movimentos que não têm origem na vontade ou na força do
sujeito. Exige, com frequência, uma transformação do próprio pensamento,
alterando a forma de dar sentido à vida, a si mesmo, bem como de estruturar
referências e orientações. Trata-se de uma mudança que impulsiona mediações,
abrindo caminho a possíveis reconfigurações e renovações do pensar.
Importa reconhecer que a DIMENSÃO CRÍTICA ganha relevância
ao tornar-se decisiva na integridade do conjunto. Não se procuram opiniões
secundárias ou decorativas, mas elementos essenciais para a formação,
compreensão e retificação do saber. Trata-se de um processo contínuo, que deve
ser reconhecido como uma condição constitutiva do humano.
A CRÍTICA não se reduz ao confronto de opiniões - diferentes
pontos de vista, ideias ou argumentos - nem se esgota na sua troca. Ela
revela-se também na produção de inteligibilidade, isto é, em processos
intelectuais e interpretativos, tanto por parte de quem produz um texto, uma
teoria ou um conhecimento, quanto por parte de quem os interpreta.
A CRÍTICA decorre de um modo de pensar a permanente produção de sentidos, bem como da análise e desconstrução que atravessam o viver. Defende-se, assim, a integração do PENSAMENTO CRÍTICO como uma postura proativa e constante - contínua e vigilante - e não como um entendimento transitório ou meramente conclusivo. Pensar não basta, a EXIGÊNCIA DA CRÍTICA ajuda. Sejamos, então, uns pacientes teimosos nesta vital condição do humano.
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