À Maria do Carmo, professora, colega e amiga, mulher de vasta cultura e de uma humanidade rara.
Nos últimos tempos, a vida afastou-nos fisicamente, mas nunca da memória. Continuo a recordá-la com estima e gratidão pela elegância do seu modo de ser, pela simpatia serena que irradiava e pela cultura que partilhava sem ostentação, sempre ao serviço do diálogo e do encontro.
Foi uma presença coerente e firme, sobretudo nos momentos mais exigentes da vida educativa, social e cultural, quando tantos hesitavam e ela permanecia fiel aos seus princípios e aos valores que a orientavam.
Guardo com particular nitidez a lembrança do nosso último encontro, tão inesperado quanto feliz. A delicadeza das suas palavras e a luminosidade do seu sorriso fizeram-me recuar no tempo e reencontrar, por instantes, a cumplicidade de uma amizade antiga e de uma caminhada profissional partilhada.
Hoje, a distância não apaga essa presença. Pelo contrário, aproxima-a. Permanece viva na memória e no coração, acompanhada pela recordação dos muitos abraços que marcaram a nossa amizade e que o tempo, felizmente, não conseguiu desfazer.
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