Vivo um tempo em que a identidade, quando absolutizada, empobrece o meu abraço humano. A maturidade foi-me ensinando a viver sem me simplificar comodamente, sobretudo a não me acomodar no almofadado leviano das cogitações triviais. Sinto-me, assim, mais “eu” e, sobretudo, mais próximo do “outro”. Ou seja, o meu “eu”, ao libertar-se, continua a abrir espaço ao pensamento e ao encontro com o “outro”. Não me sinto gasto; sinto-me, antes, animado pelo entusiasmo do contrário. Libertar-me não é fixar-me nem me perder, mas encaminhar-me na verdade que me aproxima do outro, do humano e da vida.
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