segunda-feira, abril 06, 2026

DELFIM, UM EXEMPLO DUMA VIDA SIMPLES


Há pessoas que passam pela vida de um modo simples e despretensioso, mas deixam em nós uma marca profunda. O meu amigo DELFIM foi uma dessas presenças raras.

Aos 70 anos, partiu - ele que tão bem soube viver com leveza e dignidade. Foi um homem alegre, de sorriso fácil, mas também um companheiro culto, atento ao mundo e às suas feridas. Nunca se acomodou à injustiça, à hipocrisia ou à desigualdade. Combateu-as sempre com convicção, sem nunca perder a delicadeza no trato com os outros.

Havia nele uma forma de resistência que não precisava de agressividade: a clareza, a coerência e o respeito impunham a sua integridade e davam ainda mais valor à sua simpatia. A sua humanidade, simples e verdadeira, era reconhecida por todos. Era admirado porque nunca deixou de ser íntegro. E era estimado porque, acima de tudo, sabia estar com os outros com uma presença simples, humana e verdadeira.

Guardo em mim - e certamente tantos outros - o DELFIM como um exemplo silencioso de como se pode ser justo sem deixar de ser amável, firme sem deixar de ser delicado. Não o esquecerei, pois há amizades que se transformam em memória viva, em exemplo e, sobretudo, numa presença interior duradoura.


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