Dar forma ao individual, pressupõe o eu e um nós que nos presencie e avive. O impessoal desafia (ou dificulta), amiúde, tal suposição. Igual trato não significa invariavelmente perda. Ele, esse eu, produz-se, isso sim, nessa dificuldade. A indeclinável inscrição no totalitário universo do lifetime value inspira, porém, a idealização ética de um lugar, um nós, onde a singularidade se obriga, e abrigue. Uma busca que, mesmo individual, se faça cultural, logo política. Um apego individuante capaz de hostilidade ao fabricado para ingénuo consumo. A ecologia do sistema, também, e atentamente, passa por rechaçar os morcegos luzentes no espaço cénico desta patética e hodierna gramatização mediática.
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