Não me falem de inteligência quando ela se apresenta como um lance ajeitável, condizente, pronto a difundir-se sem embaraço. Aí coloco a ideia de esperteza: essa arte que prontamente troca liberdade por mobilidade, dever por desempenho e responsabilidade por um hábil manuseio. Com o tempo, vou dando conta de que a esperteza, afinal, se conforma ao mundo tal como ele é. A inteligência, por sua vez, parece-me irromper quando esse acordo se torna, em crescendo, um obstinado e quase caprichoso obstáculo. Daí a urgência de reconhecer a falsa equivalência entre esperteza e inteligência.
Sem comentários:
Enviar um comentário