Começo por dizer que conversas que repetem palavras vazias, repetitivas ou mesmo inconsequentes, provocam-me perda de vitalidade. Busco e exploro impulsos que me entusiasmem através de horizontes criativos, que me levem a desviar da entidade consolidada. Nesse caminho definido, fui reconhecendo os significantes que me resguardam, procurando o possível intervalo que separa a submissão da minha incerta e oculta motivação ao afastar-se das raízes fundas do meu querer.
Daí fui-me, e vou-me convencendo, de que a suposta superioridade
da nossa racionalidade se mostra inábil em antepor-se ao andamento do
inconsciente, aos seus impulsos ou instintos. Interrogo-me, então: serão estes
juízos precisos e verdadeiramente informantes? Ou advirão eles de uma estrutura
simbólica que procura dar sentido à realidade, idealizar o pensamento e, como
consequência, orientar o comportamento social?
Por este caminho serpenteante vou seguindo, ainda assim bem atento
aos seus abundantes e engenhosos percalços...
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