quinta-feira, março 29, 2012

A OPÇÃO DA RESISTÊNCIA E DA INSURGÊNCIA

 

528509_397025473659333_100000556514411_1402744_257847198_nNão alienemos a reserva de SUBJECTIVIDADE que nos permite aproximar das verdades mais encobertas e mais fundas. A autonomia intima esta atitude e solta a energia que a alenta. Num tempo em que a CULTURA se dissolve na empobrecida comercialização da sua cínica indústria, impõe-se dar à resistência crítica a vitalidade da insurgência ativa. Autonomia ou alienação; uma simplificação? Talvez. No entanto, não deixam de constituir polos de uma opção essencial. A primeira convoca o exercício da nossa liberdade crítica e solidária, a outra, o abandono e a desistência. Com INTELIGÊNCIA, não deve ser difícil escolher. Mais custoso é agir de acordo com essa INTELIGÊNCIA…

quarta-feira, março 28, 2012

IMPÕE-SE COLOCAR A ECONOMIA NO SEU DEVIDO LUGAR

 

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Vive-se um tempo que importa fazer aproximar a política da filosofia e colocar a economia no seu devido lugar. O culto da democracia (feita de intermináveis controlos, com a economia no seu centro) é uma rábula cínica que, ao crescimento das liberdades, nada mais se faz do que avançar sujeições. Os direitos (hoje) propalados não buscam a equidade e a dignidade, apelam, isso sim, à domesticidade do pensar radical do que é verdadeiramente digno e justo. A captura é real, tudo o resto, representação. Seja-se livre e transparente e substitua-se a arrogância de demonstrar a verdade pela coragem de criticar radicalmente. A verdade funda-se neste confronto e na luta que lhe será consequente. Mais do que política, é uma obrigação moral, ética e cívica. Insurgência e inteligência, eis a palavra de ordem!

sábado, março 24, 2012

PALAVRAS DESNECESSÁRIAS


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Gosto dos silêncios que se buscam e de alguns que se impõem. Não gosto das palavras que mascaram os silêncios que procuram comunicar. Gosto (no fundo) dos silêncios que aproximam ...

terça-feira, março 20, 2012

PARECEM SEMPRE GENEROSOS - UM RECADO PARA OS INCAUTOS

 

405069_391190964242784_100000556514411_1385695_1677358200_nAs estratégias parecem-me fáceis de desmontar. Apresentam provas dadas na vida mas apressam-se, por receios fundados delas não serem convincentes, a vestir a pele de cordeiro de gente boa virada para os outros. A alma (supostamente à procura de admiração) e o propósito (fingindo ser o que não é) dividem as tarefas na harmonia impossível de uma generosidade dolorosamente sentida ausente. Mas como os tais outros, beneficiados e gratos por esta louvável magnanimidade, podem duvidar, importa inverter o ser e o parecer, forçando-os a um abraço afetado para que a fachada prevaleça sobre o silêncio da verdade incómoda. As máscaras da sociabilidade, da amizade e do gesto da partilha, completam a nudez da burlesca teatralidade. Como sempre, estes generosos e retóricos democratas pensam em primeiro e em último lugar em si próprios. Deste modo e inevitavelmente, qualquer sucesso arrasta consigo o incontornável fracasso de um altruísmo falsificado. Então, o que os move? As respostas podem ser muitas e diversas. No entanto, um denominador comum; a imoralidade da moral dos que dominam e, a fazer-lhes companhia, o estado de espírito dos tolos inseguros e ridículos que, sem futuro, querem apenas afirmar preponderâncias circunstanciais que o tempo favorece. Pior ainda, apropriando-se do que não devem…

O MITO DA NEUTRALIDADE

 

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Quando se descobre o óbvio, ou seja, que o poder está desigualmente distribuído e esta assimetria promove saberes que jogam a favor daquele (e dos que dele se servem), algo pode saudavelmente mudar. Assusta e ... ainda bem.

quinta-feira, março 15, 2012

TOMADA DE CONSCIÊNCIA

 

ferreiragullar_foto_gilsoncamargo_14_01_10riodejaneiro5web2Tomar consciência e valorizar esta atitude exigente (chamada, tomada de consciência), simultaneamente intelectual e existencial, é reconhecer que o saber é perspetivo e traça os horizontes das visibilidades e das dizibilidades que nos fazem gente. Assim , conhecer é (sobretudo) viver com verdade o local que nos ajuda a ser (ou a não ser) o que somos, a procuramos o nosso lugar de afirmação (enquanto trabalho violento sobre a dignidade que nos faz ser) e observar (quando não, respeitar com o esforço do rigor necessário) o espaço fecundo de abertura ao pensamento insurgente, tendo sempre presente a indissociável relação da liberdade que se procura (eu) e da solidariedade que a institui e a enriquece (na relação com os outros e com o mundo), duvidando criticamente das instituições que, de modo parcial, lançam a intransparência naquela singela mas complexa interação ou, (melhor ainda), na sua desejável subordinação ética e social.

sábado, março 10, 2012

TENHA MANEIRAS, SENHOR PRESIDENTE

 

APENAS, PASMADO…

 

424180_384329004928980_100000556514411_1362774_37581013_aNão discuto lealdades ou deslealdades institucionais eivadas de formas obscenas e métodos reles de fazer política. Correria o risco de ser parcial (pior ainda, partidário) num conflito que não me implica, nem política, nem ideologicamente. O que é de pasmar é a impudência rasteira (e, como tal, não se trata de uma suposta imprudência) de alguém que, por razões de responsabilidade institucional e de respeito pelo povo português, o deveria poupar do seu pobre estado de alma doentio, caprichoso e alimentado (possivelmente) por ódios secretos e, quiçá, mais profundos do que se julga. Triste democracia servida por gente tão fraca e enferma.

quarta-feira, março 07, 2012

CRATO, É NOME DE FAVA PRETA E NÃO DE RIGOR

 

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Pregou ao logo dos tempos RIGOR e tal PRÉDICA conduzida com PERSISTÊNCIA MILITANTE, que muito seduziu a HIPOCRISIA CONSERVADORA, levou-o a ministro. Se os argumentos aqui utilizados fossem sérios (já não digo rigorosos), NUNO CRATO devia, em coerência, dizer o mesmo das nossas universidades, onde a" ... melhoria na qualificação do emprego e a subida na remuneração (ainda tem sido mais) limitada". Aliás, esse reconhecimento (como se sabe) foi publicamente expresso pelo seu CHEFE PASSOS ao sugerir a EMIGRAÇÃO aos nosso licenciados como solução. Sr. NUNO CRATO, por decência intelectual, não invente argumentos para justificar as políticas que aí vêm para o sector, claramente regressivas face ao interesse dos jovens e, sobretudo, dos adultos. As empresas, sobretudo as que dispensam e não têm preocupação com a formação dos trabalhadores numa lógica de gestão dos seus recursos humanos, essas, ficar-lhe-ão profundamente gratas. Vão usufruir não só de financiamentos duvidosos mas (também) de uma mão-de-obra barata e igualmente descartável. A mim, o Sr. MINISTRO não me desilude; apenas decepciona quem em si acreditou. Talvez, ingenuamente...

VER - Novas Oportunidades "muito limitadas", diz ministro

domingo, março 04, 2012